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Restituição de Bagagem: o último toque da jornada que define a experiência do passageiro

Restituição de Bagagem: o último toque da jornada que define a experiência do passageiro

A restituição de bagagem é, para muitos passageiros, o verdadeiro encerramento da experiência aeroportuária. Mesmo após um voo tranquilo, um processo lento, desorganizado ou com falhas na devolução das malas pode comprometer toda a percepção da viagem. Por isso, esse momento é considerado um dos mais sensíveis da jornada do passageiro e um ponto crítico tanto para aeroportos quanto para companhias aéreas.

Segundo a SITA – Air Transport IT Insights, cerca de 25 milhões de bagagens foram extraviadas, atrasadas ou danificadas no mundo em 2022, gerando custos superiores a US$2 bilhões para o setor aéreo. Esses números evidenciam que a restituição de bagagem vai muito além de uma etapa operacional: trata-se de um fator estratégico de reputação, eficiência e confiança.

Por que a restituição de bagagem é um momento tão sensível?

De maneira geral, muitos passageiros evitam despachar bagagens justamente pelo receio de atrasos e problemas na devolução. O tempo de espera na esteira impacta diretamente o tempo total de desembarque, influenciando conexões, compromissos e a percepção de fluidez do aeroporto.

Além disso, o cuidado no manuseio da bagagem é outro fator crítico. Relatos frequentes de malas danificadas geram prejuízos financeiros, desgaste emocional e, principalmente, perda de tempo do passageiro para resolver o problema junto às companhias aéreas. De acordo com a IATA – International Air Transport Association, a insatisfação relacionada à bagagem está entre os três principais motivos de reclamação no transporte aéreo global.

Fatores que mais influenciam a percepção do passageiro

Entre os fatores que moldam a experiência do passageiro nesse processo, o tempo de restituição e as condições da bagagem são os mais determinantes. A rapidez com que a primeira e a última mala chegam à esteira é frequentemente usada como indicador de eficiência operacional.

Nos últimos anos, o fator segurança também ganhou maior relevância. Casos amplamente divulgados pela mídia, como o de passageiros detidos no exterior devido à inserção de ilícitos em bagagens despachadas, aumentaram a percepção de risco associado ao despacho. Esse contexto elevou o nível de exigência dos passageiros quanto à rastreabilidade, controle e integridade dos volumes.

Outro ponto crítico é a ausência de funcionários das companhias aéreas nas áreas de restituição. A falta de suporte imediato gera insegurança, frustração e sensação de abandono, especialmente quando há extravio, atraso ou dano.

Impacto direto na imagem de aeroportos e companhias aéreas

Para o passageiro, pouco importa onde termina a responsabilidade do aeroporto e onde começa a da companhia aérea. Um atraso na restituição da bagagem ou uma falha operacional afeta negativamente a imagem de ambos. Segundo pesquisa da ACI – Airports Council International, experiências negativas no desembarque têm impacto direto na avaliação geral do aeroporto, mesmo quando os problemas são atribuídos a terceiros.

Isso reforça a necessidade de atuação integrada entre aeroportos, companhias aéreas e operadores de ground handling, com processos claros, indicadores definidos e comunicação alinhada.

Principais gargalos operacionais

Os gargalos na restituição de bagagem geralmente se dividem em dois grandes grupos: infraestrutura e operação.

Do ponto de vista de infraestrutura, destacam-se salas de desembarque subdimensionadas, número insuficiente de esteiras ou esteiras com capacidade limitada. Em muitos aeroportos, a expansão da demanda não foi acompanhada pela modernização dessas áreas.

Já no aspecto operacional, atrasos no descarregamento das aeronaves, falhas de coordenação entre equipes e priorização inadequada das bagagens contribuem significativamente para o aumento do tempo de espera.

Gestão de picos de movimento

Em períodos de alta demanda, como feriados, férias escolares e grandes eventos, o principal fator de sucesso é o dimensionamento correto das equipes. Reforçar o efetivo, tanto na operação quanto no atendimento ao passageiro, permite acelerar o fluxo e oferecer suporte imediato em caso de problemas.

Embora a infraestrutura tenha limitações físicas, a gestão eficiente de pessoas, escalas e prioridades operacionais pode minimizar impactos negativos. Segundo a ACI, aeroportos que adotam planejamento específico para picos de demanda conseguem reduzir em até 20% o tempo médio de restituição.

Falhas operacionais mais comuns e como preveni-las

Entre as falhas mais recorrentes estão as bagagens extraviadas ainda na origem, muitas vezes por erros de triagem ou conexões apertadas. A prevenção passa pelo fortalecimento dos controles de despacho, integração de sistemas e uso de tecnologias de rastreamento.

A IATA Resolution 753, que estabelece a obrigatoriedade do rastreamento de bagagens em quatro pontos da jornada, é um exemplo de iniciativa global voltada à redução desses problemas.

Agilidade, transparência e acolhimento em casos de falha

Quando ocorrem extravios, atrasos ou danos, o equilíbrio entre agilidade, transparência e acolhimento é essencial. Escutar o passageiro, oferecer informações claras e apresentar soluções objetivas reduzem significativamente o nível de insatisfação.

Segundo estudo da SITA, passageiros que recebem informações proativas sobre o status da bagagem demonstram até 50% mais tolerância a atrasos do que aqueles que ficam sem comunicação.

Indicadores e tecnologia como aliados da eficiência

Os principais KPIs para avaliar a eficiência da restituição de bagagem incluem:

  • Tempo de restituição da primeira bagagem;
  • Tempo de restituição da última bagagem;
  • Quantidade de volumes por voo;
  • Volume de bagagens fora do padrão;
  • Quantidade de auxiliares fazendo a restituição das bagagens.

Soluções como rastreamento em tempo real, notificações digitais, automação de processos e análise de dados permitem antecipar gargalos e otimizar recursos. A aplicação de inteligência artificial possibilita prever picos, redistribuir equipes e identificar falhas antes que impactem o passageiro.

Boas práticas internacionais

A adoção de boas práticas internacionais também contribui para elevar o padrão do serviço. Em aeroportos do Japão, por exemplo, quando um dano à bagagem é identificado, algumas companhias aéreas oferecem a substituição imediata da mala, reduzindo drasticamente o tempo de resolução e o desgaste do passageiro, segundo relatos da Japan Transport Safety Board.

O papel estratégico da Orbe na restituição de bagagem

A Orbe atua apoiando aeroportos e companhias aéreas por meio da mensuração contínua de indicadores de desempenho, análise operacional e geração de insights estratégicos. O acompanhamento em tempo real e a presença em campo permitem identificar falhas rapidamente, propor ajustes e reduzir tempos de espera.

Mais do que corrigir problemas pontuais, a atuação da Orbe contribui para transformar a restituição de bagagem em um processo previsível, eficiente e alinhado à experiência do passageiro, fortalecendo a reputação e a performance operacional dos aeroportos onde atua.

Excelência operacional começa nos detalhes finais da jornada

A restituição de bagagem é um dos pontos mais decisivos da experiência aeroportuária. É nesse momento que o passageiro consolida sua percepção sobre eficiência, cuidado e confiabilidade de toda a operação. Processos lentos, falhas operacionais ou comunicação inadequada têm impacto direto na satisfação do cliente e na reputação de aeroportos e companhias aéreas.

Por outro lado, quando a restituição é bem gerida, com indicadores claros, integração entre os envolvidos, uso inteligente de tecnologia e presença operacional qualificada, esse momento crítico se transforma em uma oportunidade de reforçar a excelência do serviço e a confiança do passageiro.

É nesse contexto que a atuação estratégica se torna essencial. Monitorar, analisar e aprimorar continuamente os processos de restituição de bagagem não é apenas uma questão operacional, mas uma decisão de gestão orientada a resultados, experiência e reputação.

A Orbe atua ao lado de aeroportos e companhias aéreas para transformar dados em decisões, gargalos em eficiência e momentos críticos em experiências positivas.

Se o objetivo é elevar o padrão operacional, reduzir falhas e entregar uma jornada mais fluida ao passageiro, o caminho começa pela gestão inteligente da restituição de bagagem.

 

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